Quando descobrem um fóssil duvidoso tido por algum especialista como "elo perdido" ou coisa que o valha, a mídia geralmente faz aquele estardalhaço. Por que, então, silenciaram sobre a primeira descoberta arqueológica referente a Jesus e Sua família? O ossuário (urna funerária, foto abaixo) de Tiago data do século 1 e traz a inscrição em aramaico "Tiago, filho de José, irmão de Jesus" (Ya'akov bar Yosef achui d'Yeshua). Oculto por séculos, o ossuário foi comprado muitos anos atrás por um colecionador judeu que não suspeitou da importância do artefato. Só quando o renomado estudioso francês André Lemaire viu na urna, em abril de 2002, a inscrição na língua falada por Jesus, foi que se descobriu sua importância. O ossuário foi submetido a testes pelo Geological Survey of State of Israel e declarado autêntico. Segundo o jornal The New York Times, "essa descoberta pode muito bem ser o mais antigo artefato relacionado à existência de Jesus". Estou lendo o ótimo livro O Irmão de Jesus(Editora Hagnos, 247 p.), que trata justamente da descoberta do ossuário de Tiago. A autoria é de Hershel Shanks, fundador e editor-chefe da Biblical Archaeology Review, e de Ben Witherington III, especialista no Jesus histórico e autor de vários livros sobre Jesus e o Novo Testamento. O prefácio é do próprio Lemaire, especialista em epigrafia semítica e autoridade incontestável no assunto. Hershel conduz a história de maneira muito interessante, revelando os bastidores da descoberta e as reações a ela, afinal, o ossuário, além de autenticar materialmente o Jesus histórico, afirma que Ele tinha um irmão chamado Tiago, filho de José e, possivelmente, também de Maria. Segundo a revistaTime, trata-se de "uma história de investigação científica com alta relevância para o cristianismo", talvez por isso mesmo deixada de lado por setores da mídia secular e antirreligiosa. O livro é bom, o achado é tão tremendo quanto o dos Manuscritos do Mar Morto (na década de 1940), e eu estou fazendo minha parte, divulgando-o aqui. Vale a pena ler!
Ela pesa 25 quilos. Tem 50 centímetros de comprimento por 25 centímetros de altura. E está, indiretamente, no banco dos réus de um tribunal de Jerusalém desde 2005. A discussão em torno de uma caixa mortuária com os dizeres “Tiago, filho de José, irmão de Jesus” nasceu em 2002, quando o engenheiro judeu Oded Golan, um homem de negócios aficionado por antiguidades, revelou o misterioso objeto para o mundo. A possibilidade da existência de um depositário dos restos mortais de um parente próximo de Jesus Cristo agitou o circuito da arqueologia bíblica. Seria a primeira conexão física e arqueológica com o Jesus do Novo Testamento. Conhecido popularmente como o caixão de Tiago, a peça teve sua veracidade colocada em xeque pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA). Em dezembro de 2004, Golan foi acusado de falsificador e a Justiça local entrou no imbróglio. No mês passado, porém, o juiz Aharon Far¬kash, responsável por julgar a suposta fraude cometida pelo antiquário judeu, encerrou o processo e acenou com um veredicto a favor da autenticidade do objeto. Também recomendou que o IAA abandonasse a defesa de falsificação da peça. “Vocês realmente provaram, além de uma dúvida razoável, que esses artefatos são falsos?”, questionou o magistrado. Nesses cinco anos, a ação se estendeu por 116 sessões. Foram ouvidas 133 testemunhas e produzidas 12 mil páginas de depoimentos.
Especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Rodrigo Pereira da Silva acredita que todas as provas de que o ossuário era falso caíram por terra. “A paleografia mostrou que as letras aramaicas eram do primeiro século”, diz o professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). “A primeira e a segunda partes da inscrição têm a mesma idade. E o estudo da pátina indica que tanto o caixão quanto a inscrição têm dois mil anos.” O professor teve a oportunidade de segurá-lo no ano passado, quando o objeto já se encontrava apreendido no Rockfeller Museum, em Jerusalém.
Durante o processo, peritos da IAA tentaram desqualificar o ossuário, primeiro ao justificar que a frase escrita nele em aramaico seria forjada. Depois, mudaram de ideia e se ativeram apenas ao trecho da relíquia em que estava impresso “irmão de Jesus” – apenas ele seria falso, afirmaram.
A justificativa é de que, naquele tempo, os ossuários ou continham o nome da pessoa morta ou, no máximo, também apresentavam a filiação dela. Nunca o nome do irmão. Professor de história das religiões, André Chevitarese, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, levanta a questão que aponta para essa desconfiança. “A inscrição atribuiria a Tiago uma certa honra e diferenciação por ser irmão de Jesus. Como se Jesus já fosse um pop¬star naquela época”, diz ele. Discussões como essa pontuaram a exposição de cerca de 200 especialistas no julgamento. A participação de peritos em testes de carbono-14, arqueologia, história bíblica, paleografia (análise do estilo da escrita da época), geologia, biologia e microscopia transformou o tribunal israelense em um palco de seminário de doutorado. Golan foi acusado de criar uma falsa pátina (fina camada de material formada por microorganismos que envolvem os objetos antigos). Mas o próprio perito da IAA, Yuval Gorea, especializado em análise de materiais, admitiu que os testes microscópicos confirmavam que a pátina onde se lê “Jesus” é antiga. “Eles perderam o caso, não há dúvida”, comemorou Golan.
O ossuário de Tiago, que chegou a ser avaliado entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões, é tão raro que cerca de 100 mil pessoas esperaram horas na fila para vê-lo no Royal Ontario Museum, no Canadá, onde foi exposto pela primeira vez, em 2002. Agora que a justiça dos homens não conseguiu provas contra sua autenticidade, e há chances de ele ser mesmo uma relíquia de um parente de Jesus, o fascínio só deve aumentar.
________________________ BORGES, Michelson. O Ossuário do irmão de Jesus e o Silêncio da mídia e Veredicto: ossuários do irmão de Jesus é verdadeiro. In:http://www.arqueologiabiblica.blogspot.com/ Acesso em: 17/01/2011 (segunda-feira).
Clique e veja mais: http://aepistolla.blogspot.com/2009/05/o-que-diz-biblia.html
Nos Estados Unidos da América estima-se que aproximadamente 12 bilhões de dólares por ano sejam gastos com anúncios para as crianças, já que as crianças americanas influenciam compras que totalizam 500 bilhões de dólares. Assim, as empresas lançam os seus anúncios dirigidos diretamente às crianças ou incentivam-nas a convencer os seus pais a fazer certas compras, pois além das crianças escolherem os seus brinquedos ou as suas roupas, estima-se que hoje em dia elas influenciem mais de metade dos gastos das famílias.
Nós sabemos que nós os cristãos somos escolhidos por Deus para estabelecer o reino de Cristo nesta terra, de modo que o último sinal para a vinda de Cristo se cumpra o evangelho ser pregado a toda criatura. Para você ter uma idéia, se este valor fosse investido na pregação do evangelho em menos de 3 anos o evangelho seria espalhado rapidamente pelo planeta. Mas aí está o problema: o homem se deixou envolver pelo consumismo, como disse o próprio apóstolo Paulo, "Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre". (Rm 16:18) que é embutido no coração das crianças desde de pequenas fazendo até mesmo no Natal de se esquecerem do seu verdadeiro significado: o nascimento de Jesus!
Quem está por detrás disso?
Em Ez 28:11-19 a Bíblia sagrada fala da origem de Lúcifer, sua perfeição diante da santidade de Iavé o Senhor, e sua posição de autoridade diante das hostes celestes e o pecado que o corrompeu, preste atenção nos vers. 16 e 17 onde lúcifer se corrompeu: "Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste ... Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura". Em Is 14:12-16, que fala de sua tentativa de usurpação da autoridade de Deus e sua queda.
Veja que Satanás, sabendo que seu juízo esta próximo, tenta com todas as forças ocupar novamente o lugar de Deus. Só que na sua vida, no coração de seu filho e da sua filha. 2 Co 11:14
Veja a astúcia do inimigo, e lembre-se dos seus planos: “serei semelhante ao Altíssimo”.
Papai Noel (Pai do Natal)
Pai da Eternidade [Isaías 9:6]
Do latim 'natális', derivada do verbo 'nascor, nascéris, natus sum, nasci', significando nascer, ser posto no mundo.
Kris Kringle [significa Menino Cristo]
Menino Jesus [Mateus 1:23; Lucas 2:11-12]
Tem os cabelos brancos como a lã
Tem os cabelos brancos como a lã [Apocalipse 1:14]
Tem barba
Tem barba [Isaías 50:6]
Veste-se de vermelho
Veste um manto vermelho [Apocalipse 19:13]
Tem uma vestimenta comprida, com cinto de ouro
Veste comprida e cinto de ouro [Ap 1:13]
Vem do Polo Norte, onde vive
Vem do norte, onde vive [Ezequiel 1:4; Salmos 48:2]
Fábrica brinquedos de madeira
Trabalhou como carpinteiro [Marcos 6:3]
Senhor de um exército de elfos [na tradição druídica, os elfos eram demônios ou espíritos das árvores]
Senhor dos Exércitos [Malaquias 3:5; Isaías 8:13; Salmos 24:10]
Convida as crianças a irem a ele
Convida as crianças a irem a ele [Marcos 10:14]
Vive nos corações das crianças
Vive naqueles que o receberam [1 Coríntios 3:16; 2 Coríntios 6:16-17]
Diz às crianças para obedecerem aos pais
Um de seus mandamentos é que os filhos honrem aos pais
Julga se a criança foi boa ou má
Julga [Romanos 14:10; Mateus 25:31-46]
Senta-se em um trono
Senta-se em um trono [Apocalipse 5:1; Hebreus 1:8]
As crianças são convidadas a se aproximarem do seu trono e a pedir tudo o que quiserem
Somos exortados a nos achegar ao seu trono de graça e a expor nossas necessidades a ele [Hebreus 4:16]
Distribui presentes
Distribui dons [Efésios 4:8]
A hora da sua vinda é surpresa
A hora da sua vinda é surpresa [Lucas 12:40; Marcos 13:33]
Vem como o ladrão de noite; entra na casa como um ladrão
Vem como o ladrão de noite [Mateus 24:43-44]
Onipotente - pode entregar todos os brinquedos no mundo inteiro em uma só noite
Onipotente - o Todo-poderoso [Apocalipse 19:6]
É onisciente - sabe se a criança foi boa o má o ano todo
É onisciente - conhece todas as coisas [Hebreus 4:13; 1 João 3:20]
É onipresente - vê quando a criança está acordada ou dormindo. Precisa estar em toda a parte ao mesmo tempo para entregar todos os presentes em todo o mundo na mesma noite
É onipresente [Salmos 139:7-10; Efésios 4:6; João 3:13]
Vive para sempre
Vive para todo o sempre [Apocalipse 1:8; 21:6]
Símbolo da Paz Mundial, a imagem do período do Natal
Príncipe da Paz, a Imagem de Deus [Isaías 9:6; Hebreus 1:3]
Pergunta corriqueira de um católico romano: “Por que os evangélicos odeiam Maria, a mãe de Jesus?”
Nada mais improcedente! Os crentes em Cristo não detestam a Sua mãe, pelo contrário, a tem em grande estima. Prova é que, seguindo sua ordem aos empregados na festa de casamento em Caná, fazemos tudo o que Jesus nos manda (cf. João 2:1ss). E tudo o que Jesus nos ordena está revelado em Sua Palavra.
Por isso mesmo, não damos a Maria glórias que não lhe cabem. Contudo, não a destratamos por isso, pois a Bíblia diz que Maria foi bem-aventurada entre todas as mulheres (Lucas 1:48). Ela foi a mãe do Senhor Jesus, por isso, devemos respeito, admiração pela mulher que foi: um exemplo de crente em Cristo!
Geralmente as críticas aos evangélicos neste âmbito advêm do pouco conhecimento em relação à história desta magnífica personagem bíblica. Também, não é para menos, pois a vida de Maria – ou o pouco de sua trajetória – é relatada apenas nos quatro evangelhos e no início dos Atos dos Apóstolos. Depois disso, não se tem mais menção à vida de Maria, nem mesmo nas três epístolas universais e no livro de Apocalipse de autoria do Apóstolo João (a quem Jesus incumbiu os cuidados de Sua mãe, cf. João 19:16,17).
Pois bem, onde os Escritos Sagrados se calaram sobre a vida de Maria – até porque não era ela o centro das Boas Novas, mas, sim, Jesus –, a tradição “completou” com seus relatos. Eis aí o maior problema: esses relatos distorciam a visão sobre esta humilde serva do Senhor, chegando a contrariar as Sagradas Escrituras. Está aí o princípio da visão distorcida da vida da mãe de Jesus.
Maria e seus títulos
Os evangélicos não atribuem à mãe de Jesus títulos como “Mãe da Igreja”, “Rainha” e “Senhora” simplesmente porque a Bíblia em o Novo Testamento não lhe denomina assim. Tais títulos não são encontrados nos quatro evangelhos, nos relatos dos Atos dos Apóstolos, nas epístolas apostólicas e no livro de Apocalipse. Vale salientar que no Novo Testamento temos um Evangelho, três Epístolas Universais e o último livro, Apocalipse, escrito pelo discípulo João, que cuidou de Maria, por ordem de Jesus (cf. João 19:16,17).
Primeiramente, o título de “Mãe da Igreja”, se é que cabe a alguém, cabe indiretamente à esposa de Abraão, Sara, pois, se Abraão é nosso “pai na fé” (cf. Mateus 3:9), então, Sara é nossa “mãe na fé”. Cabendo ainda ressaltar que nenhum dos apóstolos ou escritores sagrados fala de Maria como “mãe da Igreja”. A Igreja tem um Noivo: Jesus (cf. Apocalipse 19:7), que também é a “cabeça da Igreja” (cf. Efésios 4:15; 5:23).
Em segundo lugar, o título “Rainha” tem uma referência no Antigo Testamento, já que era assim denominada uma divindade pagã: “rainha do céu” (cf. Jeremias 7:18ss), adoração a qual irava ao Senhor. Interessante notar que o título àquela divindade pagã é o mesmo concebido por muitos cristãos católicos romanos à mãe de Jesus. Geralmente a defesa destes é que, por Maria ser a mãe de Jesus, e Ele sendo Rei (cf. 1 Timóteo 6:15), então, ela seria “rainha” por conseqüência. A mãe do médico é médica? Não necessariamente, não é mesmo? Se Maria fosse “Rainha”, a Bíblia o declararia. Não é o que se vê nas Sagradas Letras!
Por fim, tem-se o título de “Senhora” que também é dado à mãe do Salvador Jesus. A Bíblia declara que há “um só Senhor” (cf. 1 Coríntios 8:6) e que não devemos servir a “dois senhores”, ou se agradará a um ou se agradará ao outro (cf. Mateus 6:24). O argumento de que Maria é “Senhora” porque Jesus é Senhor também não encontra respaldo aqui. Nem há necessidade de dizer por quê. Nenhum dos discípulos ou apóstolos chama Maria pela alcunha de “Senhora”, nem mesmo Lucas, que em seu Evangelho detalha a visita de Maria à sua prima Isabel, que declara, cheia do Espírito Santo, que Maria é a mãe do Senhor dela (de Isabel).
A Palavra chama Deus de “Deus dos deuses” (cf. Daniel 11:36), e sabemos que não há deus além do nosso Deus (cf. Deuteronômio 32:39), então, sendo Deus também “Rei dos reis” e “Senhor dos senhores” (cf. 1 Timóteo 6:15), afirma-se também que não há outros “reis” e “senhores”, embora saibamos nós que sejam títulos terrenos, mas em se tratando da esfera divina, não há outros “reis” nem outros “senhores”, só Jesus é o “Rei dos reis e Senhor dos senhores”.
Mateus, Marcos, Lucas, João, Paulo, Pedro, Tiago e Judas, escritores do Novo Testamento, em nenhum momento chamam Maria por nenhum desses títulos (“Mãe da Igreja”, “Rainha” e “Senhora”), e sabemos todos que estes sacros escritores foram inspirados pelo Espírito Santo de Deus, que não é de confusão. Se fosse para chamarmos a mãe de Jesus por estes títulos, o sábio Espírito Santo teria inspirado aos escritores a assim escrever. Porém, como vemos, não há menção deles, não é verdade?
Intercessão de Maria?
Jesus declarou claramente que Ele é o CAMINHO que leva até Deus (cf. João 14:6). Paulo declara que há UM SÓ MEDIADOR entre Deus e os homens: Jesus Cristo (cf. 1 Timóteo 2:5). Só estas duas referências bastavam para afirmar cabalmente que não há outro intercessor, mediador entre nós e Deus, a não ser Cristo Jesus. Ora, só Jesus é 100% Deus e 100% homem, logo, só Ele pode ter essa função.
Vejamos os fatos que concorrem para não se crer numa intercessão mariana. Primeiro, em NENHUM LUGAR do Novo testamento vemos algum texto dizendo para rezarmos a ela, pedirmos sua intercessão. Nem João, seu “filho adotivo” (cf. João 19:16,17), a menciona como medianeira, intercessora! João escreveu o Apocalipse aos 90 anos, tempo o suficiente para Maria estar no céu, intercedendo pelos cristãos. Mas em nenhum de seus escritos (Evangelho, as três Epístolas Universais e o Apocalipse) João faz menção a isso.
Em segundo lugar, Maria não é e nunca foi divina, logo, não tem nenhum dos atributos que são unicamente do Todo-Poderoso: a Onipresença, a Onisciência e a Onipotência. A primeira, Onipresença, quer dizer que Deus pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. A segunda, Onisciência, diz que Deus sabe de tudo antes que aconteça, que Ele sonda os pensamentos. Já a terceira, a Onipotência, diz que Deus pode todas as coisas. Maria não poderia estar nem em dois lugares ao mesmo tempo, que dirá em mais de um bilhão de lugares simultaneamente, já que o número de católicos romanos é em torno disso. Tampouco Maria teria poder para atender sequer um desses fiéis. E assim crêem a maioria dos católicos romanos: que Maria dá a bênção a eles. Só Jesus pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, só Ele pode conceder bênçãos e só Ele sabe de todas as coisas, pois Ele é Deus!
Outro fato a ser notado, quando o Apóstolo João foi ao céu em visão, ele viu Maria? Vasculhe do primeiro ao último versículo de Apocalipse e você não encontrará nenhuma referência sequer à mãe de Jesus. Muito menos que ela está à destra de seu filho, intercedendo pelos cristãos. Simplesmente porque ela ainda não está no Céu dos céus, ela está no Paraíso, ou Seio de Abraão, descrito por Cristo na história do Rico e Lázaro (cf. Lucas 16:20ss; 20:43). É para lá que vão aqueles que morrem (dormem) em Cristo e que ressuscitarão no Arrebatamento da Igreja (cf. 1 Tessalonicenses 4:16ss). Tão simples e tão claro! Está lá, na Bíblia, examine-a!
Oração mariana: Ave Maria
Como vimos acima, para que Maria atendesse alguma oração, seria necessário que ela tivesse alguma característica divina – pelo menos, a Onipresença. Porém, a Bíblia diz que não há outro Deus além do nosso Senhor Deus (cf. Isaías 43:11; 44:6; 45:6), e que Ele não reparte a Sua glória com outra pessoa (cf. Isaías 48:1). Logo, não há um ser, além de nosso Deus, que tenha seus atributos: só Ele é Onipresente, Onipotente e Onisciente! Nem mesmo os anjos, que são superiores a nós, podem estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo.
Outro fato merece menção: a oração da “Ave Maria”. Diz a oração: “Ave, Maria Cheia de Graça. O Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres. Bendito é o Fruto do vosso ventre: Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém”. A referida oração tem base em Lucas 1:28ss. Mas só a base mesmo, pois a metade dela é extra-bíblica, chegando também a ser anti-bíblica.
Senão, analisemos: o termo usado em grego em Lucas 1:28 pelo anjo do Senhor para saudar a Maria não é “cheia de graça”, mas “agraciada”. Se você puder ter acesso ao texto original, verá que, para se referir a Jesus, o termo “cheio de graça” é πλήρης1 χάριτος2, em grego (cf. João 1:14). Esta expressão (“cheio de graça”) é usada para se referir a alguém que concede algo a outra pessoa. Neste caso, é usado corretamente, pois sabemos que Jesus nos concede graça, ou seja, favores que não merecemos. No caso de Maria, o anjo jamais usaria a expressão “cheia de graça”, pois ela estava sendo “agraciada”, contemplada, presenteada por Deus, no fato de ser a mãe dAquele que viria a salvar o mundo. Neste caso, em grego, o termo usado pelo anjo para Maria foi κεχαριτωμένη3, em grego. Como se pode ver, πλήρης χάριτος (“cheio de graça”)não é igual a κεχαριτωμένη(“agraciada”). Deus não tem mãe, pois Ele não nasceu, não foi criado. Ele é o Criador de todas as coisas (cf. Gênesis 14:19). Certo que Jesus é Deus, mas também Ele é homem, e, como homem, é que Ele tem mãe, não como Deus.
A outra parte da oração que diz: “rogai por nós pecadores”, também não condiz de maneira alguma com o ensino bíblico. A Bíblia fala apenas de um Intercessor (cf. Romanos 8:34), Mediador (cf. 1 Timóteo 2:5) e Advogado (cf. 1 João 2:1): este Alguém é Jesus. Ainda sim, como pode alguém que morreu interceder pelos vivos. E se a questão levantada for que a Bíblia não fala da morte de Maria, isso não quer dizer que ela não tenha morrido, pois também a mesma Bíblia não relata a morte de seu esposo, José. E, no entanto, não sabemos todos que José, pai adotivo de Jesus, morreu? Sobre este assunto, trataremos mais à frente.
Por fim, se Maria estivesse a interceder pelos cristãos, por que João, aquele que cuidou dela a pedido de Jesus, não a viu em sua visão lá do Céu, no Apocalipse? Simplesmente porque tal fato não encontra apoio bíblico.
Se Maria não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo (e sabemos que não pode mesmo!), então orar a ela também não tem sentido.
É outra crença que merece apreço: a suposta subida de Maria aos céus. A ascensão de alguém aos céus é algo tão extraordinário, que merece menção na Bíblia. Tirando a ida de Cristo aos céus, a Bíblia só relata outros dois fatos parecidos, e ambos no Antigo Testamento: o caso de Enoque, a quem o próprio Deus o tomou (cf. Gênesis 5:24) e o de Elias, a quem Deus tomou num carro de fogo (cf. 2 Reis 2:1ss).
Como se pode ver, a subida de alguém aos céus algo tão fantástico, que merece ser citado na Bíblia. E por que seria diferente logo com a mãe de Jesus? Não falamos de qualquer uma, falamos da genitora do Salvador!
Obviamente, em ambos os casos relatados os trasladados (transportados) para os céus, não foram para o Céu dos céus, onde estão Deus e Seus anjos adorando-O. Pois se assim fora, João teria relatado a presença de Enoque e Eliseu no Céu, mas não o faz, por quê? Porque não há um só Céu, mas há “céus”, você já parou para pensar que a Bíblia fala de céus no plural? Paulo relata que conheceu alguém que foi ao “terceiro céu” (cf. 2 Coríntios 12:2). Somente pelas palavras do Apóstolo, vê-se que há três céus.
Por isso Cristo disse ao ladrão arrependido: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43). Veja que Cristo não fala “Hoje estarás comigo no Céu”, mas diz “paraíso”, porque o paraíso é um dos “céus”, também chamado de “seio de Abraão” (cf. Lucas 16:22). É para este lugar que vão os que dormem (morrem) em Cristo. Se assim não fora, João teria relatado a presença de diversos irmãos cristãos, como Paulo, por exemplo, que fora morto muito antes de João falecer.
Por isso que Jesus disse que “ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem” (cf. João 3:13). Note que Jesus define “céu” e não “céus”, especificando o lugar de Sua morada. Logo, crer que alguém esteja no Céu além de Deus e Seus anjos é heresia!
Maria e seus filhos
Maria teve outros filhos além de Jesus? A resposta a essa pergunta vem da Própria Palavra. A Bíblia declara que Maria era virgem ao se casar com seu esposo, José (cf. Isaías 7:14; Lucas 1:27). A mesma Bíblia diz que Jesus foi o filho primogênito de Maria (cf. Lucas 2:7). O Dicionário Aurélio define “primogênito” como o “primeiro filho”, “filho mais velho”. Ora, Lucas, escritor do terceiro Evangelho, era médico, então, com propriedade, podia usar este termo se referindo a Jesus como sendo o primeiro filho de Maria, o filho mais velho. Logo, é de se crer que Maria teve outros filhos. Qual o mal nisso?
Os evangelhos relatam diversos momentos de Cristo com Sua família. Senão, vejamos: teve um momento em que, escandalizados, os judeus referenciam o pai adotivo de Jesus (José), Sua mãe, irmãos e irmãs (cf. Mateus 13:55,56). Em outra ocasião, Jesus falava a uma multidão, quando a mãe e os irmãos Dele chegaram (cf. Mateus 12:47ss). Em outro momento, os irmãos de Jesus O expulsam de casa para que Ele Se mostre ao povo (cf. João 7:1ss). Lucas relata a família de Jesus reunida com os discípulos e as mulheres no Cenáculo, buscando o revestimento do Espírito Santo (cf. Atos 1:13,14).
Há ainda outras referências aos irmãos de Jesus: 1 Coríntios 15:7 e Gálatas 1:19. Este Tiago aí não pode ser nenhum dos outros homônimos (de mesmo nome) dos discípulos, pois está num contexto bem diferente, e Paulo o trata de forma diferente também. Ainda vale ressaltar que Judas se referencia como irmão de Tiago no prefácio de sua Epístola Universal (cf. Judas v. 1). Sabemos que, entre os discípulos, não havia um Judas irmão de Tiago, mas que haviam dois irmãos de Jesus chamados Judas e Tiago (cf. Marcos 6:3), logo, é de se supor que o Judas em questão é o irmão de Jesus.
Sabemos todos que muitos dos Salmos são chamados “messiânicos” porque se referiam profeticamente ao Messias de Israel, Jesus Cristo. No Salmo 69 versículo 8, é dito pelo próprio Messias: “Tornei-me como um estranho para os meus irmãos, e um desconhecido para os filhos de minha mãe”. Ora, e não foi o que houve com Jesus, relatado em João 7:5? Diz o texto: “Pois nem seus irmãos criam nele”.
Tem coisa pior para uma pessoa do que nem seus próprios familiares não lhe darem crédito? Pois foi o que aconteceu com Jesus: nem Seus próprios irmãos, filhos de Sua mãe, acreditavam nEle! E “irmãos” aqui não é no sentido de “primos”, pois o Novo Testamento fora escrito em grego, que diferencia claramente ambos os termos, ou seja, tem um termo para “irmão” (em grego, adelphós) e outro para “primo” (em grego, anépsios). Se esses IRMÃOS/ÃS de Jesus são Seus primos, por que então não temos nenhuma tradução católica romana substituindo estes termos por PRIMOS/AS? A resposta é simples: NÃO SE PODE ALTERAR A VERDADE!
Portanto, você que lê este breve estudo, pese bem estas palavras na Balança da Verdade, a Palavra de Deus. Se eu disse alguma coisa que fugiu ao contexto bíblico, mostre-me! Mas se tudo que disse aqui está correto – e eu sei, pela autoridade do Espírito Santo de Deus, que sim! –, então, não incorra mais no erro de idolatrar a mãe de Jesus, que é bem-aventurada, sim, um exemplo para todos os cristãos em todos os tempos e lugares, mas que não tem nenhum dos títulos que a enaltecem, como vimos acima. Deus te abençoe, em nome de Jesus. Amém.
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Este estudo foi inspirado pelo Espírito Santo de Deus, e escrito por:
José Valdemir Alves
Membro da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Rua Nova – Belém/PB, onde ensina a jovens na Escola Bíblica Dominical
Licenciado em História, pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
Especialista em Educação de Jovens Adultos na modalidade Profissionalizante, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Acadêmico do curso de Bacharelado em Direito, pela UEPB, Campus III - Guarabira
Professor de Matemática das rede municipal
FONTES E NOTAS:
Programa “Auto-Ajuda através da Bíblia” – versão 2.01
www.gotquestions.org/Portugues/Virgem-Maria.html
www.abiblia.org/bibliaGrego.asp
Usamos “ss” para nos referirmos aos versículos “seguintes” e “cf.” para “conferir".